segunda-feira, 25 de julho de 2011

À hora da morte



Meu Jesus, perdoai-nos,
Livrai-nos do fogo do Inferno
e levai as almas todas para o Céu,
principalmente as que mais precisarem
da Vossa Misericórdia.

* * *

A morte é a separação da alma do corpo e o total abandono das coisas deste mundo.

Todos sabem que um dia devem morrer, mas ninguém sabe onde e como morrerá.

Não sabes se a morte te surpreenderá na tua cama ou no teu trabalho, na estrada ou outro lugar. A ruptura de uma veia, um enfarte, um tumor que talvez já esteja a crescer neste momento no teu organismo, uma queda, um acidente, um terramoto, um raio e outras mil causas de que nem suspeitas agora, podem privar-te da vida. E isto pode acontecer daqui a um ano, daqui a um mês, uma semana, a uma hora e, talvez, apenas terminada esta leitura!

Quantos se deitaram à noite com boa saúde e de manhã foram encontrados mortos! Quantos ainda hoje morrem de improviso! E onde se encontram agora? Se estavam na graça de Deus, felizes deles! São para sempre bem-aventurados. Mas se estavam em pecado mortal, agora são eternamente perdidos!

Diz-me, meu caro jovem, se tivesses de morrer neste instante, que seria da tua alma?

Esperemos que a tua última hora não venha de repente, mas aos poucos, por uma doença terminal e comum. De qualquer modo virá um dia em que, estendido na cama, estarás prestes a passar à eternidade assistido por um sacerdote e cercado por parentes que choram.

Terás a cabeça dolorida, os olhar vago, a língua ressequida, um suor gélido e o coração fraquíssimo. Assim que expirares, o teu corpo será vestido e colocado num caixão. Aí os vermes começarão a comer as tuas carnes, e bem depressa nada de ti restará a não ser poucos ossos descarnados e um pouco de pó.

Meu caro filho, ao ler estas linhas, lembra-te de que elas falam de ti, como de todos os outros homens! Agora, o Demónio, para te induzir a pecar, procura desviar a tua atenção destes pensamentos e fazer-te não sentir culpa, dizendo-te não ser um grande mal aquele prazer, aquela desobediência, aquela omissão da Missano Domingo ou em dia santo, e assim por diante; mas quando chegar o momento da tua morte, será ele mesmo que vai revelar-te a gravidade destes e dos outros pecados, e vai lançá-los diante da tua consciência. Que farás então? Ai de ti se, naquele momento, te encontrares em pecado mortal e na desgraça de Deus!

Não te esqueças, meu jovem amigo, de que daquele momento depende a tua eterna salvação ou eterna condenação.

Duas vezes temos diante de nós uma vela acesa: no Baptismo e na hora da morte. A primeira vez para fazer-nos ver os preceitos da Lei Divina que devemos cumprir, e a segunda para fazer-nos ver se os cumprimos. À luz daquela vela quantas coisas verão! 

À luz daquela vela, verás se amaste a Deus ou se O desprezaste; se honraste o Seu santo Nome ou se O blasfemaste; verás as festas profanas a que assististe, as Missas perdidas, as impurezas cometidas, os escândalos dados, os furtos, os ódios, as soberbas

Oh! meu Deus, verei tudo naquele momento em que se abrirá diante de mim a porta da eternidade!

Grande e terrível momento do qual depende uma eternidade de glória ou de sofrimentos!  Estás a compreender o que te digo? Eu digo que daquele momento depende ir para o Céu ou para o Inferno; ser para sempre feliz ou desesperado; para sempre filho de Deus ou escravo de Satanás; para sempre gozar com os Anjos e os Aantos no céu ou gemer e queimar para sempre com os condenados no inferno!

Por isso, prepara-te para aquele grande momento fazendo já um acto de contrição e, o mais depressa  possível, uma boa e santa confissão.
Decide-te, depois, a viver sempre na graça de Deus, porque 


COMO SE VIVE ASSIM SE MORRE!


Fonte: Verdades Eternas – São João Bosco

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