domingo, 18 de junho de 2017

Escolho tudo! Não quero ser santa pela metade.

Um perfeito trecho dos escritos de Santa Teresinha para reflexão. As vezes não queremos seguir o caminho mais árduo sabendo que ele agrada mais a Deus, então fazemos tão pouco pelo salvador que tanto sofreu por nós. Meditemos esse trecho, e a partir dele vamos ter um firme propósito de não sermos mornos, fazer tudo o que está em nosso alcance pela nossa santificação. Almejar a perfeição é dever de todos! Não siga o caminho mais fácil, ele não te levará até o Senhor. 




"Um dia julgando-se muito crescida para brincar com bonecas, Leônia veio procurar-nos a nós duas com uma cesta cheia de vestidos e de lindos retalhos para fazer outros; por cima estava colocada sua boneca. - "Tomai lá, minhas irmãzinhas, diz-nos ela, escolhei, dou-vos tudo isto". Celina estendeu a mão e tomou um pacotinho de cordões que lhe agradava. Após um instante de reflexão, estendi a mão por minha vez e declarei: - 'Escolho tudo!' e apoderei-me da cesta sem outra formalidade. As testemunhas da cena acharam o caso muito justo, a própria Celina nem pensou em reclamar. (Aliás, brinquedos não lhe faltavam, seu padrinho cumulava-á de presentes e Luísa descobria meios de arrumar-lhe tudo quanto desejasse). 

Este pequeno episódio de minha infância é o apanhado de toda a minha vida. Mais tarde, quando se me tornou evidente o que era perfeição, compreendi que para se tornar santa era preciso SOFRER MUITO, ir sempre atrás do MAIS PERFEITO e esquecer-se a si mesmo. Compreendi que na perfeição havia muitos graus e que cada alma era livre no responder às solicitações de Nosso Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrifícios que exige. Então como nos dias de minha primeira infância, exclamei: "Meu Deus escolho tudo". Não quero ser santa pela metade. Não me faz medo sofrer por vós, a única coisa que me dá receio é a de ficar com minha vontade. Tomai-a vós, pois escolho tudo o que vós quiserdes!..."

Santa Teresinha do Menino Jesus - História de uma alma. (Grifos nossos). 

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